Eleições 2019: ano de três importantes eleições

2019 é o ano das três eleições em Portugal. As Eleições Europeias decorrem a 26 de Maio, as Eleições Regionais da Madeira a 22 de Setembro e as Eleições Legislativas a 6 de Outubro.

Os próximos meses serão de campanha eleitoral e já se vive em ambiente de clima eleitoral.

Será muito difícil escapar à tensão que é causada pela proximidade de vários atos eleitorais. Os partidos tenderão a acentuar as suas diferenças e eventuais compromissos políticos poderão ser quebrados.

Possível maioria absoluta do PS abre discussão sobre futuro da direita

O dia D do campeonato político é 6 de outubro, data das eleições legislativas 2019, em que participarão novos partidos como o Aliança de Pedro Santa Lopes. À medida que aumentam a fragmentação da direita, fica menos difícil para o Partido Socialista conquistar a maioria absoluta.

No entanto, não há sinais para já, que o PS consiga chegar à maioria absoluta. Não deixa de ser curioso que, se lá chegar, poderá ter o mesmo responsável, Pedro Santana Lopes. Por duas vezes, Santana Lopes pode ser responsável por dar uma maioria ao PS.

Por outro lado, não seria a primeira vez que um líder do PSD perde eleições e sobrevive na liderança e depois até as ganha como sucedeu com Durão Barroso. Uma derrota eleitoral ou um mau resultado não vai ajudar Rui Rio, de certeza, mas não é necessariamente o fim desta liderança.

Uma maioria absoluta do PS ou até um resultado expressivo da soma do PS, PCP e Bloco de Esquerda abrirá uma discussão sobre a recomposição da direita em Portugal depois das legislativas.

Essa discussão da direita aconteceu em quase todos os países europeus, os partidos da direita mudaram muito nos últimos anos.

A 22 de Setembro votam-se nas Eleições Regionais da Madeira onde Miguel Albuquerque procura manter o PSD invicto frente a Paulo Cafôfo, novo rosto do PS Madeira.

Aquecimento com as Eleições Europeias

Mas a primeira marca do calendário eleitoral 2019 é a data 26 de maio, dia das Eleições Europeias.

Os partidos utilizarão as eleições europeias como uma espécie de pré-campanha e um aquecimento para o período eleitoral. Do ponto de vista do Partido Socialista isso ainda será mais notório porque é provável que a campanha seja centrada muito em António Costa que utilizará este momento para começar a lançar as bases para a campanha eleitoral das legislativas.

No entanto, nem sempre o resultado das europeias é uma boa previsão do que vem a suceder nas legislativas, aconteceu por exemplo com Cavaco Silva que teve um mau resultado nas europeias de 1989 e depois um excelente resultado nas eleições legislativas de 1991. Em menor grau, sucedeu também com José Sócrates.

Seja como for, o debate político faz-se neste momento em torno da possibilidade de uma maioria absoluta do PS, apesar das possibilidade parecerem diminutas. Depende de muitos fatores, entre eles, um péssimo resultado do PSD que, para já, não se advinha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.